sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Desancando um pouco...

Sou um homem de ideias um tanto confusas, admito. Há vezes que não compreendo nem a mim mesmo. Faço avaliações o tempo todo. Mal comparando, certas vezes sou dual, como um desses áudios de filmes ripados que baixamos da internet. Fico em cima do muro por alguns instantes. Não por muitos, por alguns, eu disse, porque sempre pendo para um dos lados do muro. Eu avisei que sou confuso.
Quando se trata de programas televisivos, sempre faço alguma mínima análise para saber se são dignos de serem assistidos. À maioria deles, não assisto. Alguns são bons pela metade. Outros são uma merda, como esses chamados reality shows, A fazenda, Big brother, Casa dos artistas, tudo merda do mesmo buraco. (Não sei por que o meu editor do Word não quer reconhecer a palavra “merda”, será que ele assiste à Fazenda?)
Mas ainda há, para nossa surpresa, na TV aberta, bons programas de televisão. Cito alguns: Provocações, Roda Viva, Letra Livre, Univesp, Rumos da Música, Café filosófico, entre outros; todos exibidos pela TV Cultura. Há alguns exibidos por outras emissoras que se enquadram, na minha opinião, no que chamei acima de “bons pela metade”. Mas são poucos. A maioria é mesmo de todo ruim.
É que, os anos e as leituras produziram e continuam a produzir em mim um anticorpo suficiente para combater certas doenças do mundo moderno. Certos programinhas de televisão, por exemplo, bem como certas leituras ou certas músicas. Sinto verdadeira ojeriza (aversão) ao ver, ainda que seja de relance, a banheira do Domingo legal ou o Domingão do Bestão. Tenho ânsia de vômito. Asia. Tudo que não presta. Agora falei com pura sinceridade; e até com certa raiva, confesso. Como diz Humberto Gessinger, do Engenheiros do Hawaii, em uma de suas belíssimas e inteligentes canções, não consigo ver “graça nas gracinhas da TV” e “morro de rir no horário eleitoral”.
Curta Outras fraquências!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A história das coisas

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O jovem e o emprego

Estudos têm mostrado as transformações pelas quais vem passando o mundo moderno. No mercado de trabalho, por exemplo, vêm ocorrendo, sobretudo após a Revolução Industrial do séc. XIX, inúmeras mudanças e adaptações.
Novas profissões aparecem todos os dias, ao passo que outras deixam de existir. Um exemplo deste último caso é que, com a evolução tecnológica, cada vez mais pessoas são substituídas por máquinas nos setores de produção industrial. Isso, dizem alguns economistas, é a causa principal do desemprego mundial; outros, discordando, preferem acreditar (e eu estou com esses) que as decisões políticas dos nossos governantes é que são a causa real do desemprego no mundo.
Diante dessa loucura, fruto de um sistema capitalista, como fica a situação do jovem deste século? O mercado exige dele algo impossível – experiência profissional. Para efeitos de exemplificação, como pode um jovem estudante de Administração ter experiências profissionais sem nunca ter trabalhado?
Assim, resta ao jovem contemporâneo uma única saída: correr atrás de estágios remunerados (ou não) que, além de lhe garantirem uma renda mínima (bolsa), lhe proporcionam o aprendizado de uma profissão.

domingo, 8 de novembro de 2009

Uma mentira etimológica

Como eu, certamente você já viu algum professor evocar a etimologia (origem) de certas palavras para explicar, esclarecer ou comentar algum assunto. Quem não se lembra, por exemplo, das aulas de ortografia, em que o professor de Português explicava que a palavra ortografia é formada pelos elementos gregos orthós, que significa reto, correto, direito; e graphiem, que quer dizer grafia, escrita? Ou das aulas de introdução à Biologia, onde se dizia que bio significa vida, ao passo que, logia, estudo. Pois é.
O conhecimento da origem das palavras, isto é, de sua etimologia, é importante, entre outras coisas, para investigarmos os múltiplos processos mentais que levam os falantes de uma língua a reanalisar e a reinterpretar os sentidos originais das palavras, refazendo novos sentidos, dando nomes velhos a coisas novas, devido à semelhança de forma ou de uso.
O problema é que nem sempre conhecemos, de fato, o real significado original da palavra ou expressão em questão, e nos apressamos em apresentar a quem falamos ou escrevemos etimologias sem pé e sem cabeça.
Certa vez, precisei participar de uma capacitação pedagógica para ministrar cursos profissionalizantes como mediador ligado a uma determinada instituição educacional. Fui.
Logo de início, na tentativa de reinterpretar a nomenclatura e o conceito de certos elementos da educação atual, como o aluno, que, de acordo com essa teoria, passaria a ser educando; o professor, mediador, etc., etc., a palestrante disse que a palavra aluno deriva do latim alumnu, e seria formada pelo elemento a-, que indica negação, privação, mais lumnu (luz, brilho). Dessa forma, o significado original apontaria para algo como “aquele que vive nas trevas, que não tem luz, sem brilho”, o que justificaria o fato de esse aluno precisar de um mediador que lhe mostre o caminho, e tal. Mentira etimológica! Tudo mentira!
Na verdade, aluno deriva do verbo latino álere, que quer dizer “fazer aumentar, crescer, desenvolver, nutrir, alimentar, produzir, fortalecer”.
Bem na origem, alumnu significava, em latim, “criança do peito, menino que está aprendendo, discípulo”. Nada com essa besteirada toda de “sem luz” ou “sem brilho”. Nada a ver. Essa só é mais uma mentira etimológica que alguém inventou; mas como toda mentira tem perna curta...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

aLgUmA pOeSiA

MOTIVO

Eu amo e é só. Mais nada.
Eu amo porque sofro, e sofro porque amo.
Eu, simultaneamente, amo e sofro, sofro e amo.
Amo como a mim mesmo;
Por vezes, amo até mais que a mim mesmo, reconheço.
Fosse eu um pássaro, seria um beija-flor;
Se poeta, sou poeta do amor.

Tiago Tavares