quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Mais uma ponte?!

Nesta campanha política de picuinhas, muito se tem falado da construção de uma quarta ponte aqui, em Rio Branco-AC; o povão, no entanto, precisa mesmo é de criticidade política, de uma boa e convicta escolha na hora de votar – e isto não é nada fácil –, de educação qualitativa, para que o térreo dessa tão anunciada quarta ponte não lhe sirva de moradia.
Pensando bem, muitíssimas ruas dos bairros periféricos de Rio Branco necessitam de pontes (inclusive a que moro; exclusive, é claro, a que mora o prefeito Angelim), tanto quanto, de projetos sociais “inteligentes”; de atendimento “de vergonha”, nos postos de saúde e em outros locais públicos; de educação alimentícia, para quando houver comida; e outras coisas mais.
Rio Branco não carece de políticos prolixos, enfadonhos, (aliás, destes, já está cheia) que investem demasiado tempo em briguinhas, em picuetas; precisa, entretanto, de política (não disse politicagem), de políticos sérios, de homens de caráter, que conheçam a função de um cargo público e exerçam-na fiel e honestamente.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O homem

O homem foi manso, obediente.
Ele foi pai, foi filho.
O homem, antes, colhia flores sem plantar desconfianças. Ele se insurgiu, caiu. Transgrediu.
Renasceu.
Alcunhou-se filho do homem.
O homem amou. Desesperada e apaixonadamente amou.
Ignoraram-no.
O homem foi matado. Isso fazia parte.
Cuspiram n’Ele; seu amor, no entanto, foi fiel.
Enfim, ressurgiu.
Vive O homem.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Perigo nas escolas

Ao assistir a uma aula na sexta série “A”, escola Serafim da Silva Salgado, senti-me felicíssimo, privilegiado. Lá, os alunos produzem mesmo. Criam, recriam, soltam a imaginação. O resultado disso? Belos textos que proporcionam, dentre outras coisas, prazer, emoção àqueles que os lêem. Aqui registro três:

O menino

Existia um menino
Que morava na favela
As pessoas que passavam
O observavam pela janela

As pessoas o olhavam
Com olhar de preconceito
Mas ele não ligava
E batia no peito

Ele nunca desistiu
E sempre estudou
A mãe dele tem orgulho
Porque ele se formou

Essa é uma história
Para você meditar
Para ser uma pessoa boa
É preciso estudar


Thaís da Silva Menezes, 12 anos.

Apaixonadinhos

O passarinho
Com um canarinho
Que amorzinho
No barquinho
Um pardalzinho
No pedacinho do mar.


Débora da Silva Lima, 11 anos.


O passarinho

O pequeno passarinho
Da raça canarinho
Era o amorzinho do capitão do barquinho
E o pardalzinho queria apenas do bolo um pedacinho.

Patrícia Souza da Silva, 12 anos.



Atenção!
Se a escola insistir em levar essa história de leitura e produção textual a sério, corremos seriíssimo “risco” de termos, nos dias vindouros, jovens inconformados com a realidade. Algo mais grave: podem até querer mudá-la. Que perigo!