sexta-feira, 24 de outubro de 2008

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um punhado de gratidão

Bom é viver! A vida é verdadeiramente bela, maravilhosa.
Ontem chorei, emocionei-me sinceramente ao assistir ao programa Profissão Repórter, exibido pela TV globo, que fez uma matéria intitulada: “Cegos: lutas e conquistas”.
Lágrimas de agradecimento rolaram de meus olhos ao ver dona Maria, uma senhora que, após décadas enxergando somente vultos, por causa de uma miopia progressiva que chegou a 18 graus, passou por uma cirurgia e voltou a enxergar, a contemplar as criações divinas.
A atividades do cotidiano pouco valorizadas por alguns, como ir ao supermercado, à padaria, por exemplo, dona Maria demonstrou enorme valor. Ao reclamar do que não temos, ao invés de agradecer a Deus pelo que temos, quão ingratos somos! Como questiona a banda Oficina G3 em uma de suas músicas, às vezes me pergunto: “De onde me vem tanta ingratidão?”.
Nesta hora, Deus soberano, agradeço-te pelo ar que respiro, por tua bondade e misericórdia. Peço-te que me faças enxergar, em todos os dias desta minha efêmera vida terrena, tua gloriosa mão que me sustenta em tudo. Obrigado, Deus!


Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. (I Tessalonicenses 5:18)


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O problema está na alma

Há quase 72 horas, as câmeras e repórteres das principais emissoras de rádio e televisão do Brasil se voltam para um conjunto habitacional em Santo André, na grande São Paulo, onde Lindemberg Fernandes Alves, 22 anos, mantém seqüestrada a menor de idade Eloá, sua ex-namorada.
A respeito da personalidade do rapaz, jornalistas forneceram informações diferentes: uns dizem que se trata de alguém calmo, compreensivo; outros, no entanto, afirmam se tratar de um jovem “explosivo”, "doente de ciúmes". Tanto a família de Lindemberg quanto a de Eloá aguardam apreensivamente o desfecho do caso.
Senhores, estamos diante de mais um desses acontecimentos em que um ser vivente se acha no direito de dar fim à vida de outrem. Ante uma situação que não nos dá garantia nenhuma de que Eloá sairá pela porta daquele apartamento viva. Alguns jornalistas argumentam que, tudo isso, é fruto de uma paixão excessiva, desenfreada. O que passa pela cabeça de Lindemberg nesta hora? Por que não libera a garota e se entrega à polícia? O que o levou a isso? Psicólogos responderiam a todas essas perguntas. Provavelmente não sairiam do âmbito físico, material. Diriam que a personalidade... que o sentimento de Lindemberg se transformou em... etc.; e tudo isso é louvável e importante, afinal, eles estudaram para dizer o que dizem; A meu ver, todavia, o problema se dá, em primeiro lugar, no aspecto espiritual. Lembremos que o homem possui um espírito. Lindemberg pode até ter chegado à loucura, como disse Brito Júnior, apresentador do Hoje em dia; mas esteve, em primeira instância, com a alma doente. Os “problemas de personalidade”, “de caráter”, “de paixão obsessiva” apontados por muitos, iniciaram na alma, no espírito. O imo da alma é a residência de todos esses males.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dunga e sua seleçãozinha

Não é de hoje que brasileiros já não deixam de fazer outras coisas para assistir a jogos da seleção brasileira masculina de futebol; e eles tem toda a razão do mundo, pois, cá entre nós, rio-branquenses, tem sido melhor assistir ao Rio Branco golear o Luverdense no Arena da Floresta do que ver o Brasil empatar em 0x0 com a Colômbia. Dá até sono. Nem com o Robinho pedindo... nem implorando eu fico à frente da tv.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Injustiça Social


Justiça Social
João Alexandre
Composição: João Alexandre


A gente não precisa ser milionário
A gente só quer um justo salário
A gente tem que levar fé no trabalho aqui
A gente não precisa criar quizumba
A gente quer sinceridade profunda
Alguém vai ter que por moral nessa casa aqui
Se deu muito feijão falta no prato
Se deu muita batata cadê o ensopado?
Queremos a fatia de um bolo que a gente fez!
É só distribuir a coisa direito
E repartir o lucro também com o sujeito
Que quase se suicida no fim do mês
É hora de se procurar a saída
Todo esse egoísmo acaba com a vida
Quem dera que a gente ouvisse o que Cristo diz
O que Cristo diz...
É hora de se procurar o que Cristo diz

Esta belíssima música do poeta João Alexandre revela precisamente a indignação de muitos. 40 milhões de brasileiros conseguem sobreviver com um mísero salário mínimo de R$415,00, diferentemente dos vereadores de Brasiléia, que, atualmente, recebem 1,7 mil; e a partir de janeiro, com o aumento que terão, passarão a ganhar seus insignificantes 3 mil reais. Muito nas mãos de poucos. Lembro-me das aulas de história, quando meu ilustre professor discursava com mestria sobre a sociedade feudal e suas desigualdades: “o suserano era o que... mas o pobre vassalo... e os grandes latifundiários, então?... o nobre..., etc”. Não precisa de quizumba, só se quer uma sociedade mais justa, igualitária de verdade. Enquanto sobra e estraga na mesa de uns, falta na de outros. É o egoísmo, a ganância, a soberba da vida e concupscência da carne. Como diz o poeta: tudo isso "acaba com a vida". É, João Alexandre, quem dera que a gente ouvisse o que Cristo diz.
Aperte o play e ouça a música Justiça Social

sábado, 11 de outubro de 2008

De quem é a língua?

A língua é considerada bem público, uma vez que é de uso comum dos que dela se utilizam para atos de comunicação. Pertence a toda a comunidade de falantes.
Mas também é um bem privado, à medida em que é utilizada por cada indivíduo. Ela pertence a cada pessoa que a usa. "É o aspecto individual da linguagem humana" (TERRA, 1997, p.16).


Extraído do material didático da Unopar Virtual, módulo 1.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Acre não é do Senhor Jesus!

Estamos vivendo um tempo interessante do ponto de vista da Sociologia da Religião. É cada vez mais esquizofrênico o modo de ser e expressar a fé “evangélica” do nosso tempo. Esquizofrênico porque, além de afetada por um grande vazio de propósito e substância, é também afetada pelo efeito contrário de tudo o que prega e volta-se contra si mesma num misticismo miscigenado quase sem fim, inerente, não à Bíblia, mas às estratégias de enchimento de templos com números (ao invés de pessoas reais, indivíduos concretos e diferentes, multifacetados, que não podem ser enquadrados no termo “povo” ou “multidão apenas”).
Vendo uma chamada comercial para um movimento público dos espíritas para conscientizar a sociedade sobre a importância da família como ponto de equilíbrio dos conflitos sociais presentes em nosso tempo e em nossa sociedade chamada moderna, fiquei meditando sobre a expressão que tantos pronunciam com orgulho nos cultos, atos proféticos, marchas, congressos e reuniões: “O Acre é do Senhor Jesus”! E percebi que o Senhor Jesus em nada tem contribuído para a melhora do Acre. Não que Ele não possa. Mas por que escolheu ser o Cabeça da IGREJA, e esta está contaminada com as mazelas deste tempo ao invés de estar aliançada com as verdades do Reino de Deus.
Em primeiríssimo lugar, Jesus disse que o mundo saberia que somos d’Ele quando nos amássemos e fôssemos como um só, assim como Ele era e é um com o Pai. Ao contrário disto vemos uma briga velada, disputa implícita, todos os anos, para ver quem vai comandar a “Marcha para Jesus”. Uns dizem “somos mais ministrados sobre este assunto, por isso devemos organizar e dirigir”; outros dizem “nossa instituição é a representante legal dos evangélicos na cidade, por isso vamos organizar e dirigir”. No fim, ganha quem conseguir alugar o maior e mais barulhento carro de som e conseguir colocá-lo na ‘primeira fila do grid de largada’ como se fosse uma ‘Fórmula Crente’. Alguns, por verem este triste espetáculo de horrores, simplesmente não vão. Enquanto isso gritam: “O Acre é do Senhor Jesus”!
A falta de relacionamento qualquer com a Bíblia é algo inequivocamente paradoxal hoje. Como pode os que se chamam ‘Evangélicos’ conhecerem tão pouco o evangelho? Os protestantes não mais protestarem contra nada? Ao invés de ter postura profética, têm seus púlpitos contaminados com política local em troca de favores, passagens aéreas, patrocínios e outros sinais de uma igreja comprometida com aqueles que deveria orientar e julgar com conselho bíblico. Muitas reuniões para apresentação de candidato “da nossa igreja” e nenhuma reunião de comunhão entre pastores e líderes. Aliás, eles não se suportam num mesmo ambiente – bem parecido com o estilo de reuniões promovidas por Jesus e seus doze, que viraram 120 em Atos, que viraram mais de três mil na primeira mensagem, que viraram uma multidão espalhada por todos os lugares na diáspora. O compromisso de Deus com José para sustentar uma promessa bíblica é a única base bíblica utilizada para justificar a ‘venda de votos casados’ do grande curral eleitoral que as igrejas viraram. Tão vergonhoso que até a Justiça Eleitoral se manifestou sobre o assunto e agora fiscaliza as igrejas, que deveriam fiscalizar a Justiça para ver se ela está mesmo sendo aplicada como deveria. Vergonha.
O misticismo é tão flagrante que outro dia me perguntaram se os evangélicos lêem horóscopo. Que dizer diante dos que dizem que 08.08.08 é uma data ‘profética’ que abre portais para a entrada de Satanás no mundo? Que crêem que crentes ficam possessos ainda que lavados no Sangue de Jesus (Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus... Rm8), que crêem que maldição (especialmente hereditária) e macumba ‘pega’ em crente? Crentes frágeis que, além de não conhecerem a Bíblia, nunca tiveram uma experiência concreta com Jesus e embaraçam o nome da igreja sendo promovidos a líderes de células, discipulados, departamentos, ministérios, etc., sem o devido preparo. Que crêem que a maldição está em até quatro gerações dos que o aborrecem, mas não pregam que está a bênção em até mil gerações dos que o buscam (e olha que o texto é o mesmo).
O evangelho da valorização dos números que mostra que o caráter cristão não se relaciona com o tamanho da igreja de hoje. A ética dos fins (que levam a fim) e justificam os meios. Creio que igrejas saudáveis crescem. Mas creio que igrejas doentes têm crescido mais. O sucesso é a palavra que substituiu a verdade. É melhor ter sucesso do que ser verdadeiro em Deus. Exércitos de crentes em sistemas de crescimento têm sido formados dia após dia comprovando que as igrejas estão vazias. Vazias de verdade. De Deus. Por isso Marx disse que a igreja de seu tempo era ópio, droga para embriagar o entendimento do povo para não ver que eram explorados, pilhados, maltratados. Tenho a forte impressão de que se ele vivesse hoje, creria ainda menos em Deus. Porque se Deus é refletido na imagem da igreja, e a igreja é que o estamos vendo, então esse não tem nada a ver com o Deus da Bíblia, ou no mínimo, como disse Marx, não existe. Preciso discordar dele em apenas um ponto: Deus existe; a igreja é que não o reflete mais!
Já devíamos saber (pelo tempo decorrido – como diz Hebreus), que dar Bíblia de presente para político, fazer ato profético que nunca se cumpre, pregar a teologia da alma para atrair multidões cansadas para o evangelho da auto-ajuda, criar reinos individuais e competir com os outros líderes, tudo isso e muito mais, é profundamente contraditório com o que pregamos. Por tudo isso e muito mais creio que o Acre, infelizmente, não é e nem está perto de ser do Senhor Jesus. Espero um dia ver este quadro mudado. Mudado não pela boca de falsos apóstolos, que só são apóstolos para representar seus próprios métodos, e sim pela verdade de Deus revelada na Bíblia.

Com esperança, fé e amor.
Rogério Correia, Pastor Batista e Mestrando em Letras, Linguagem e Identidade (UFAC).

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Catracatravacatracatrava...

Ontem, 9 de outubro, aproximadamente às 16h30min, ao sair da escola onde trabalho, Dr. Carlos Vasconcelos, no 2º Distrito, embarquei no ônibus Norte-Sul, pensando eu que, afora os desconsfortos inerentes à rotina de se andar de ônibus, teria uma viagem tranqüila.
Disposto a pagar uma passagem, e somente uma, tirei da carteira o meu cartão eletrônico de vale-transporte, aproximei-o do leitor eletrônico, segurei na barra à minha frente e, com a perna direita, forcei a catraca do ônibus; esta, no entanto, travou. Até aqui estava tudo bem. Problema de sistema, pensei. Inesperadamente, o alarme do leitor eletrônico dispara: piiiiiiiiiiiiiiiiiii... De repente, recebo a "facada":
– Porque o senhor não passou logo, a roleta travou, disse a cobradora.
Calmamente, corrigi-a:
– Não. Assim que apareceu o valor de passagens do meu cartão, empurrei a catraca.
– Ah, senhor, o senhor deve passar o cartão de novo, replicou ela. Lembrando-me do fato, dou graças a Deus porque ela disse isso a mim, e não à minha mãe.
Como sei que é apenas uma funcionária, e ainda por cima, novata – na cadeira à frente, a cobradora oficial lhe dava instruções sobre como proceder – preferi não dizer nada. Passei novamente o cartão. Nessa brincadeira, lá se foram R$ 3,80.
Depois de aprontar essa comigo, a catraca se engraçou de uma senhora. A coitada, ao passar o cartão, esperou pelo menos sete minutos, num calor de quase 40ºC, que se multiplicava dentro daquele forno imprensado. Paciência. Para não se estressar, é melhor cantar: catracatrava daqui, catracatrava de lá...lá,lá,lá,lá... e, finalmente, graças à misericórdia de Deus, passou aquela velhinha. Que alívio ela sentiu; não sabia, no entanto, que teria de deixar R$ 0,10 de cortesia, pois a cobradora não tinha troco para o valor da sua passagem (ah! nem para o dela nem para o dos demais passageiros que passaram depois). Com meus olhos de cidadão que paga impostos, fiquei olhando aquela situação e pensei: “Que vergonha". "Essas empresas enriquecem com o nosso dinheiro". "Nem os velhinhos escapam de suas cobranças extorsivas”.
Para não deixar aflorar minha indignação, preferi transformar o que vi em um fato cômico: fiquei pensando que, talvez, os dez centavos que aquela senhora pagou fossem pelo tempo que ela esperou para passar. Engraçado, até pela demora a pobre teve de pagar. Por isso, sempre digo: "no fim das contas, quem paga o pato é o lascado do contribuinte".

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Se não fosse o Jorge...

Não obstante ter deixado o cargo de governador do Acre, Jorge Viana, presidente do Fórum de Desenvolvimento Sustentável do Acre, assiste de perto ao mandato de Arnóbio Marques, o Binho, atual governador.
Político “inteligente” que é, nessa campanha de 2008, Jorge foi âncora na reeleição de Raimundo Angelim e na “queda da peteca”.
Em uma entrevista concedida ao xará Jorge Henrique de Queiróz, da TV Aldeia, canal 2, o líder petista esbanjou esses ao falar na terceira pessoa plural, a cada pergunta que o entrevistador fazia, Viana respondia: “Nós, da Frente Popular, estamos fazendo um bom trabalho”, “Teremos os dois melhores anos de governo”; assim mesmo, revelando que continua intrinsecamente ligado à política acreana, sobretudo, petista, com ares de quem diz ter “deixado o mandato”, mas ainda manda e desmanda no barraco.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Até o Cabide?!

"Os vereadores que não foram eleitos terão de pôr o paletó no Cabide".
Gostei da duplicidade de sentido presente nesta frase de Marcelo Ferreira, um amigo.
Do ponto de vista político, fico me perguntando, no entanto, o que vão fazer políticos como Cabide, que não sabem sequer a definição de política, muito menos conhecem a função de um vereador.

sábado, 4 de outubro de 2008

Saúde pública: só quem a utiliza pode falar

Ontem, 2 de outubro, por volta das 10h55, uma dor desgraçada no abdome ordenou que eu saísse de sala para conhecer o primeiro mundo. Suando frio, pressão baixa, deitei-me na sala da diretora. Mesmo com ar-condicionado, eu não parava de suar.Coordenadora de ensino, a Izanilde, quando me viu, tratou logo de me ajudar. Otacília, a chefe da coordenação, telefonou para o Samu. A partir dessa ligação, senti na pele, digo, no abdme, que o primeiro mundo não é o mesmo, o Samu não atendeu ao chamado.Sem poder andar, fui carregado por dois colegas de trabalho, a Ozélia e o Waldir. Entrei no carro de um professor e aí começou minha viagem para o primeiro mundo: o pronto-socorro.Entre os sacolejos e a dor, cheguei vivo às 11h30 para esperar uns 10 minutos, a médica conversava com uma funcionária. Quem sabe, não sei, trocavam idéias sobre o sentido da vida em momento muito impróprio. Não quis interromper, a dor me incomodava. Paciência. Mas um homem branco e magro não teve paciência e deu uma reprimenda. "Vocês duas conversam aí enquanto pessoas estão sentindo dores." A médica se tocou que aquele espaço não era um bar e, finalmente, deu-me atenção. Entre algumas perguntas, escreveu no pepel exame de sangue, de urina e uma dose de Buscopan. Pego o papel. Se algo se assemelhava ao primeiro mundo até aquele momento, ele veio em forma de maqueiro, levando-me, imediatamente, à sala de observação 1. Depois que o maqueiro me deixou na cadeira de rodas, aí sim, não vi mais o imediatamente, a rapidez, a eficiência.Fiquei na fila durante quase 25 minutos para tomar Buscopan, só que o tempo é muito largo quando sentimos dor. Suava frio, pressão baixa, camisa encharcada, pensei em gritar, dar uma esculhambação nas enfermeiras, xingar a mãe de alguém, mas logo me culpei por não ter um plano de saúde particular. Aproveitei o curso intensivo que tinha feito no Tibete com os monges budistas e elevei minha alma acima de promessas políticas.Por volta das 12h10, finalmente, porra!, tomei injeção para depois deitar em um leito... Leito? Meu irmaõ, não havia leito desocupado, tive que permanecer em uma cadeira (como você pode ver o otário na foto). Minutos depois, com efeito do remédio, a dor me deixou de lado.O que não me deixou de lado foi a espera. O exame - aquele que a médica tinha pedido por volta das 11h40 - só chegou aos meus olhos de contribuinte às 19h40, mesmo assim porque fui pedir. Mas quem tinha amizade com algum enfermeiro conseguia por fora o exame bem antes daqueles que não tinham um enfermeiro como amiguinho.O médico sentou-se à mesa às 20 horas e só me atendeu depois que conversou com uma médica, sua amiga. Ele queria saber sobre uma aulas de medicina cursadas por ela. Paciência. Foi quando senti saudade da rapidez do maqueiro novamente.Quando ele finalmente deu seu parecer médico, eu descobri que deveria ter um plano de saúde particular, porque o que ele disse, a partir dos exames de sangue e de urina, não me fizeram sentir no primeiro mundo. Saí do, socorro, pronto-socorro! às 20h30 com muita saudade do maqueiro.Tirei, infelizmente, uma foto, só havia energia na bateria para uma só, acredite. No dia seguinte, fui ao médico particular, algo de primeiro mundo. Estou com incontinência urinária por causa, talvez, de um cálculo renal. Hoje, à tarde, irei à Fundação Hospitalar para exames. Na segunda segunda-feira, irei ao Sindicato dos Professores Licenciados para assinar meu plano de saúde particular. É, o primeiro mundo já não é o mesmo. Ainda sim, sabendo que já foi bem pior, no domingo, votarei em Raimundo Angelim, sem segundo turno.
O texto acima, retirado do blog de Aldo Antônio do Nascimento, um dos mais competentes professores de língua portuguesa do Acre, ressalte-se ainda, cidadão em pleno exercício de seus direitos e deveres, descreve fiel e REALmente a agonia de todos os que dependem da saúde pública, saúde que, considero, na condição de usuário dela, uma das vergonhas do Brasil.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

IPhone 3G mais caro do mundo

O brasileiro que é louco por novas tecnologias e se dispõe a pagar alto preço por isso já está dando um jeito de comprar o iPhone 3G, nas 12 capitais onde está oficialmente a venda.Será que vale mesmo a pena adquirir agora ou esperar os preços baixarem? O Brasil é onde o equipamento sai mais caro no mundo até porque inicialmente a oferta é inferior à demanda. As empresas jogam a culpa do preço elevado na pesada carga tributária de importação dos produtos eletrônicos. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário avalia que 60% da diferença entre o valor cobrado no Brasil (R$ 1.389 na Vivo e R$ 1,6 mil na Claro) e nos Estados Unidos (US$ 199 ou R$ 363) seja por causa dos tributos, que incluem os custos com o desembaraço aduaneiro, IPI, ICMS, PIS e Confins, entre outros. Mas o restante é margem de lucro das empresas. Os iPhones para os brasileiros custam quase o dobro do que é pago no Uruguai, por exemplo. Aqui se paga três vezes mais do que desembolsam os chilenos. Na Holanda se paga pelo celular com 8GB um euro, no plano mensal que sai por R$ 107,80. O cliente da Vivo, no plano iPhone 90, tem de gastar R$ 1.389. Já o cliente Claro, no plano iPhone 300, de R$ 114,90, precisa desembolsar R$ 1,6 mil.Tristeza!


Maria Inês Dolci - Folha Online

Cúmulo: 2,1 milhões de crianças analfabetas


Mesmo dentro de sala de aula, os brasileiros ainda não conseguiram transpor uma barreira que mantém o Brasil distante de países desenvolvidos: o analfabetismo. Há 2,1 milhões de crianças entre 7 e 14 anos no país que, embora freqüentem a escola, continuam analfabetas. É o que mostra a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira.
O estudo revela que 87,2% das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos que não sabem ler e escrever --2,1 milhões- freqüentavam a escola regularmente em 2007. E uma minoria deles estava com os estudos atrasados: apenas um quarto dos estudantes do ensino fundamental tinha mais de dois anos acima da idade recomendada para a série que estudava.
A taxa de analfabetismo entre os que estudam contrasta com a freqüência escolar dos jovens entre 7 e 14 anos, que alcançou 97,6% em 2007. Um nível considerado "praticamente universalizado" pelo IBGE.
"O acesso à rede de ensino está se universalizando [...]. No entanto, ainda persistem problemas associados à eficácia escola", diz texto da Síntese de Indicadores Sociais, feita com base em cruzamentos de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2007, divulgada semana passada pelo IBGE.
Para os pesquisadores, a contradição revela falhas na qualidade de ensino e pode ter como causa o sistema de aprovação automática em escolas.
Na média brasileira, a taxa de analfabetismo foi de 10,5% da população, ou 14,1 milhões de pessoas, como havia revelado a Pnad. O índice é menor que o de uma década atrás --em 1997, havia 15,9 milhões de analfabetos, segundo o IBGE. Mas ainda não alcançou patamares como os da China (7,1%) e Rússia (0,6%), que dividem com o Brasil lugar nos Brics (grupo de países emergentes formado também pela Índia), segundo a pesquisa.
A taxa brasileira, como mostrou a Pnad semana passada, também é uma das piores da América Latina e está atrás de países como Bolívia, Suriname e Peru.
Arte/Folha Online
Alfabetização de adultos
As tentativas do governo de alfabetizar os adultos também são falhas, segundo aponta a Síntese de Indicadores Sociais. Em 2007, 2,6 milhões de brasileiros com mais de 15 anos faziam cursos de educação de jovens e adultos. Mas apenas um quinto deles freqüentava aulas de alfabetização de adulto, foco dos programas do governo federal, segundo o IBGE. Os outros 79,3% estavam em supletivos de ensino fundamental ou médio.
Entre os adultos, 3,9% dos alunos de alfabetização têm 60 anos ou mais e 19,4%, 40 a 59 anos, contra 76,8% dos estudantes entre de 15 a 39 anos.

Luisa Belchior - Folha Online