quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Uma jornalista e um grande rabo

Diz a música-tema do CD Sacos Plásticos, dos Titãs: Acima dos homens, a lei/E acima da lei dos homens/A lei de Deus/Acima dos homens, o céu/E acima do céu dos homens/O nome de Deus/E acima da lei de Deus/O dinheiro! Eis a maior de todas as leis: o dinheiro!
A mídia brasileira em geral dispõe de bons profissionais do jornalismo, de pessoas inteligentes. O problema é o dinheiro. A Bíblia afirma ser ele a raiz de todos os males. Verdade verídica! Eis a razão por que as Redes de TV são tão ruins, tão acríticas: inteligências compradas. Há pessoas inteligentes, mas compradas; intelectuais, mas vendidas.
Hoje cedo, numa matéria exibida pela Rede Record sobre a detenção de Maguila, ex-lutador de boxe, por ter agredido um segurança que o empediu de entrar num parque em SP, costumeiramente visitado pelo ex-pugilista, assisti a uma jornalista de um grande rabo... preso.
Parecia excelente jornalista, mas na hora que precisou falar contra Maguila, logo faltou coragem, e disse: “agora resta saber se Maguila cometeu algum crime ao agredir o segurança ou se foram os seguranças que erraram em não deixá-lo adentrar o parque.” Que frouxa! Que medrosa! Que rabo! Foi um *jabe , minha amiga. É claro que o nariz do segurança do Parque Ecológico do Tietê está estourado, não há dúvidas! É a merda do dinheiro e sua força! Se nossos jornalistas não tivessem seus rabos presos, teríamos matérias melhores; se tivessem mais coragem, suas reportagens seriam mais interessantes. Mas são rabo-preso. O dinheiro é foda!
*golpe frontal com o punho que está a frente na guarda.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Uma descrição infeliz

Até que ponto o que dizem e escrevem por aí sobre as línguas em geral tem fundamento científico?
Se você está cansado de ver o pessoal maltratando a pobre da língua portuguesa, essa é sua comunidade! Erros acontecem, visto que nossa língua é complicada. Mas, há muita gente que assassina literalmente o pobre do Português! "Mim" não compra nada...nem ninguém pede pra "mim pegar", pra "mim colocar "GERUNDISMO NÃO DÁ!!!Eu vou "estar te transferindo" pra pessoa que vai "estar te passando" as informações que você vai "estar precisando"!Só para relembrar: "Seje" não existe e muito menos "menas". Uma comunidade para pessoas cujos ouvidos são sensíveis às agressões ao português.Vamos proteger nossa língua desses verdadeiros "serial killers" da nossa gramática!!
Descrição de uma dessas infelizes comunidades do orkut onde as línguas são consideradas produto acabado, sistemas imutáveis, unos. Como se não sofressem interferência de quem as fala; como se não fossem constituídas de conjuntos de variedades; como se fossem algo fora de nós, como uma caixa de ferramentas que pudésssemos utilizar e depois devolvê-la ao lugar onde a encontramos; mais grave: como se as línguas precisassem ser protegidas de seus falantes. Paradoxo. Na verdade, podemos dizer sem rodeios que, em parte, somos a língua que falamos, nos constituímos por meio da linguagem.
Descrições dessa natureza só depõem contra a própria inteligência de que as faz, isso para não mencionar as discriminações e preconceitos nelas imbuídos. Na tentativa de acertar o alvo, quem emite esse tipo de opinião sobre as línguas (às vezes, sem saber) acaba tomando um tiro pela culatra.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal. Feliz 2010!

Para muitos de nós, fim de ano é sempre especial. É tempo de nos avaliarmos: analisarmos o que fizemos e o que deveríamos ter feito. É tempo de nos projetarmos para o ano seguinte, de agradecimentos, de abraços e também de banquetes, de mesas fartas de comida, para uns, ao passo que outros não têm nem mesmo a mesa, muito menos a comida sobre a mesa – situação lamentável para um país tão rico. Mas deixemos que outro texto se encarregue dessa questão.
Estou feliz, apesar de tudo. Digo “apesar de tudo” porque este não foi um ano muito fácil para mim: em minha vida, tive de tomar muitas decisões decisivas (perdão pela tautologia da expressão). Mas estou feliz!
Sei que este blogue não é lido por quase ninguém além de mim (sempre repito isso), mas sei que há uns pouquíssimos interessados em ler alguma coisa que publico por aqui; portanto, a esses que dedicam nem que seja um restinho do seu precioso tempo lendo estas páginas, aos que se deleitam quando passam as retinas por essas linhas ou que enxergam alguma luzinha nas entrelinhas deste espaço, e até àqueles que riem do que escrevo ou aproveitam a ocasião para me desancar, desejo-lhes FELIZ NATAL e NOVO ANO de grandes realizações. Um forte abraço a todos e até o próximo texto. Que venha 2010!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Desancando um pouco...

Sou um homem de ideias um tanto confusas, admito. Há vezes que não compreendo nem a mim mesmo. Faço avaliações o tempo todo. Mal comparando, certas vezes sou dual, como um desses áudios de filmes ripados que baixamos da internet. Fico em cima do muro por alguns instantes. Não por muitos, por alguns, eu disse, porque sempre pendo para um dos lados do muro. Eu avisei que sou confuso.
Quando se trata de programas televisivos, sempre faço alguma mínima análise para saber se são dignos de serem assistidos. À maioria deles, não assisto. Alguns são bons pela metade. Outros são uma merda, como esses chamados reality shows, A fazenda, Big brother, Casa dos artistas, tudo merda do mesmo buraco. (Não sei por que o meu editor do Word não quer reconhecer a palavra “merda”, será que ele assiste à Fazenda?)
Mas ainda há, para nossa surpresa, na TV aberta, bons programas de televisão. Cito alguns: Provocações, Roda Viva, Letra Livre, Univesp, Rumos da Música, Café filosófico, entre outros; todos exibidos pela TV Cultura. Há alguns exibidos por outras emissoras que se enquadram, na minha opinião, no que chamei acima de “bons pela metade”. Mas são poucos. A maioria é mesmo de todo ruim.
É que, os anos e as leituras produziram e continuam a produzir em mim um anticorpo suficiente para combater certas doenças do mundo moderno. Certos programinhas de televisão, por exemplo, bem como certas leituras ou certas músicas. Sinto verdadeira ojeriza (aversão) ao ver, ainda que seja de relance, a banheira do Domingo legal ou o Domingão do Bestão. Tenho ânsia de vômito. Asia. Tudo que não presta. Agora falei com pura sinceridade; e até com certa raiva, confesso. Como diz Humberto Gessinger, do Engenheiros do Hawaii, em uma de suas belíssimas e inteligentes canções, não consigo ver “graça nas gracinhas da TV” e “morro de rir no horário eleitoral”.
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