quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Eleições: duas palavrinhas

Ai, que preguiça!!, diria nosso índio Macunaíma, se fosse pedido para comentar a política brasileira. Sobre a política acriana, então, imaginem o que diria...

O período eleitoral é dos mais enfadonhos possíveis. É, a meu ver, o período dos cúmulos e dos absurdos. Assisto às propagandas eleitorais só para rir, mais nada. É cada coisa pedindo o seu voto, que não agüento.

Não há nada de novo e de interessante nas propostas e projetos dos candidatos, isso quando há propostas e projetos, é claro. A maioria dos candidatos nem tem o que dizer, portanto, deveriam ficar calados, assim não falariam tanta besteira.

A verdade, como diz Sírio Possenti, é que propaganda eleitoral é pura propaganda, só isso. Os candidatos são vazios de ideias e de propostas e projetos para o Acre. Salvo um ou outro petista expressivo, como Jorge Viana, por exemplo, o mais eloqüente deles. Apesar de saber que há muita farsa e engodo na política petista no Acre, não tenho muitas alternativas.

Para ganhar eleição aqui, se for de outro partido, é necessário ter história, coisa que nenhum outro tem mais que a cúpula petista. Não sou partidário cego e acho uma babaquice sê-lo, como quem é flamenguista e não admite a derrota do time quando perde, mas acho que é melhor deixar as coisas como estão, pois os demais candidatos, principalmente ao governo, ainda não provaram sacar nada de política e mandam muito bem nas picuinhas e desavenças.

Não tenho muitas esperanças em políticos e não creio em seus discursos; rio deles, ao contrário. Enquanto isso, vou rindo de mim, deles e da vida. No dia 3 de outubro, provavelmente votarei em Tião Viana, para governo, (não que o ame de paixão, mas votarei) na esperança de que ele termine pelo menos esse Parque da Maternidade iniciado ainda no governo de seu irmão. De resto, não espero muita coisa, eu acho.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Drummondiando um pouco...

Não se mate
1934 - BREJO DAS ALMAS

Não se mate
Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe o que será.

Inútil você resistir
ou mesmo suicidar-se.
Não se mate, oh não se mate,
reserve-se todo para
as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.

O amor, Carlos, você telúrico,
a noite passou em você,
e os recalques se sublimando,
lá dentro um barulho inefável,
rezas,
vitrolas,
santos que se persignam,
anúncios do melhor sabão,
barulho que ninguém sabe
de quê, praquê.

Entretanto você caminha
melancólico e vertical.
Você é a palmeira, você é o grito
que ninguém ouviu no teatro
e as luzes todas se apagam.

O amor no escuro, não, no claro,
é sempre triste, meu filho, Carlos,
mas não diga nada a ninguém,
ninguem sabe nem saberá.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Garotos




Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos
Perto de uma mulher
São só garotos

Seus dentes e seus sorrisos
Mastigam meu corpo e juízo
Devoram os meus sentidos
Eu já não me importo comigo
Então são mãos e braços
Beijos e abraços
Pele, barriga e seus laços
São armadilhas e eu não sei o que faço
Aqui de palhaço, seguindo os seus passos

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos
Perto de uma mulher
São só garotos

Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres como você
Me levam sempre onde querem

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos

Garotos não resistem
Aos seus mistérios
Garotos nunca dizem não
Garotos como eu
Sempre tão espertos
Perto de uma mulher
São só garotos

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dois pesos e duas medidas

O assunto deste textinho é polêmico e antigo à beça. A discussão é antiqüíssima. Quando o assunto é discriminação, o que mais me impressiona é a resistência temporal do ato de discriminar. Não vou entrar no cerne da discussão de nenhum tipo de discriminação específica, só farei comentários superficiais. Talvez me detenha um pouco mais na discriminação racial; mas os comentários, repito, não passarão da superfície da questão.

Não entrarei no núcleo de nenhum tipo específico de preconceito exatamente por conta de sua infinidade – muitas são as formas de fazer pouco do outro, de considerá-lo pior ou, no mínimo, não melhor do que nós.

As faculdades e doutores discutem, discutem e discutem os motivos e as razões e raízes desse tipo de problema social, mas a prática não muda, as atitudes permanecem inalteradas no correr das décadas e dos séculos. As teses não chegam às favelas, aos morros, às escolas, às famílias e às classes de elite.

Há quem diga que Racionais é música de marginal. Pode ser. Mas em suas letras encontro a descrição do negro favelado, cujo destino, na maioria das vezes, já está traçado antes mesmo de nascer. Se não virar cantor de rap ou jogador de basquete ou de futebol, dificilmente terá sucesso. Em geral é assim.

Não digo que não há quem consiga sair da miséria por outros caminhos, mas a maioria só sai se for por esses dois que mencionei. Isso de forma honesta, claro. Muitos saem da miséria (saem?) por meio de assaltos e tráfico de drogas. Mas isso é outra discussão.

Sou negro. Considero-me negro e não me acho nada branco. Fico pensando que se eu não tivesse aprendido um pouco dos “bons modos” de classes mais altas, estaria ferrado. Minha mãe é filha de seringueiro e não tenho pai, o que me ferraria ainda mais.

Penso que se não fosse ao supermercado em que sempre vou vestido de calça jeans, camiseta e cabelo do tipo social e relógio no pulso, seria visto de outra forma, com outros olhos, com desconfiança, no mínimo.

Compro em um supermercado adjacente a casas de luxo; mas lá vai gente de todo tipo. Se entra um branco (branco?), das casas de luxo de que falei, pode ir de sandália de dedo e até de pijama, não será visto como suspeito ou bandido. Se entra um negro ou alguém mais escuro vestido assim, pode ser que tenha saído da pousada nesse instante e deve está com muita fome, tomem cuidado!!

Se hoje essa questão é, de certo modo, vencida no nível do discurso, na prática, as coisas permancem inalteradas. Há uma clara e grosseira incoerência entre discurso e prática. As campanhas contra todas as formas de discrinação não passam de hipocrisias, na maioria dos casos.

Em suma, os discursos mudam, as práticas não.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cinismo? Propaganda política é pura propaganda

Sírio Possenti
De Campinas (SP)

O que vou dizer pode parecer cínico. Mas acho que chegou a hora de deixar as coisas claras. De constatar cruamente, não de apenas queixar-se.

Nos últimos anos, há bem mais de uma década, se diz, como se fosse uma queixa, uma barbaridade, o fim do mundo, um equívoco grosseiro, uma falta de vergonha, que as propagandas eleitorais tentam vender candidatos como se fossem sabonetes (não sei por que escolheram os sabonetes; às vezes, parece que tentam vendê-los como se fossem cerveja para jovens barulhentos ou desodorantes que prometem legiões de mulheres aos homens que os usem).

Acho que está na hora de levar a sério que propaganda política é pura propaganda. Todos dizem isso, acho que as leis tratam da questão com essa palavra (não fui verificar, mas sei que a Justiça tem condenado candidatos e parceiros por propaganda eleitoral antecipada; então, deve ser "propaganda", não é?).

É um dado trivial que os ouvintes ou leitores encaram os diferentes textos de maneira diferente. Por exemplo, se um jornal noticia que uma mulher foi assassinada por seu marido ou namorado ou amante, todos acham que houve mesmo um assassinato. Mas se uma piada começa dizendo "quando FHC morreu, chegou lá no céu e disse para S. Pedro que...", ninguém vai achar que FHC morreu (pode até ser um desejo inconsciente do autor ou do contador da piada, mas isso é outra coisa).

Por que? Porque nós achamos que jornais contam a verdade, que noticiam fatos. E que as piadas não dizem verdades factuais (uns acharão que elas é que as dizem, mas aí se trata de outro tipo de verdade). Ninguém foi procurar os restos mortais de Brás Cubas, mas, segundo Cony, até hoje tenta-se encontrar os ossos de Diana de Teffé.

Para fazer valer uma categoria de algumas teorias de discurso, os contratos são diferentes em campos discursivos diferentes. A ciência e o jornalismo, nós supomos, informam sobre fatos. Já a literatura e o humor não têm essa função. Um cientista e um jornalista podem ser tachados de mentirosos. Um romancista, nunca. Ou, se for, é porque leram o romance com se fosse um livro de história.

E a propaganda? É um campo que joga ao mesmo tempo em mais de um terreno. Se uma peça publicitária diz que o motor de um carro consome tanto combustível ou que tem tantos cavalos, isso é lido como uma informação. Deveria ser verdadeira. Mas se diz que andando nele você consegue que as meninas peguem carona adoidado, pode ser que isso não seja verdade. Pode ser que isso dependa mais de você do que do carro. Ou que dependa das meninas (espero que não achem que estou sendo machista: é que as propagandas que prometem resultados desse tipo sempre são dirigidas aos homens). Se você acha que, se seu pai comprar um certo carro, vai parecer o super-homem, e depois nada acontece, você não vai poder processar nem a fábrica nem a agência de publicidade. O juiz gargalharia se você aparecesse diante dele acusando a fábrica de ter feito propaganda enganosa. Imagine alguém indo à Justiça reclamar que usou Axe e nada de as mulheres o agarrarem...

O máximo que uma propaganda faz, além de prometer mundos e fundos, é acrescentar avisos como "se os sintomas persistirem", que parece uma forma de dizer que o comprimido pode não fazer tudo o que a propaganda diz que faz. Mas nenhum alisador de cabelo diz "se seu cabelo continuar crespo...".

Ora, propagandas políticas são propagandas. Simples assim. Por isso não precisam dizer (isto é, a sociedade permite que elas não digam) a verdade. Por serem simplesmente propagandas, aumentam as virtudes do seu candidato-sabonete. Se ele fez uma ponte, diz que vai fazer mil. Se construiu um posto de saúde, diz vai construir um em cada esquina. Como as propagandas. Segundo elas, as pilhas duram para sempre.

Por outro lado, sendo propagandas, nunca dizem que o candidato vai fazer também coisas contra você, nem vai dizer que ele custa muito caro, muito menos que os adversários também são razoáveis. Cada um diz que é ótimo e que os outros não servem para nada, ou que não servem mais. Que os outros só têm defeitos e que eles só têm virtudes.

Se as propagandas eleitorais são propagandas, a saída é apenas não acreditar nelas. Ou só ouvir essas propagandas como se ouvem as outras.

Até porque, às vezes, as propagandas são melhores do que os programas. Mesmo os políticos...

Os promotores dos debates dizem que é nessas ocasiões que os candidatos devem dizer o que vão fazer. Mas como eles podem dizer o que vão fazer em dois minutos? Nesse tempo, só é possível dizer algumas generalidades - e elas são de tipo propaganda! Num debate, no máximo, podemos saber se um candidato é bom de discurso. O que, hoje se sabe, tem sua importância. Governa-se falando - pelo menos nas democracias. Fazer o povo acreditar em certas coisas. Quem faz as contas - administra - são os funcionários.

Os verdadeiros programas de governo são decididos em reuniões com pouca gente - com o povo do PIB, da Sociedade (que cabe num restaurante de tamanho médio). Para nós, sobra a propaganda.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PoUcA VoGaL - Na paz e na pressão

Constantemente, a música tem sido, para mim, um lugar de encontros e desencontros, de saídas e de chegadas, de viagens e de reflexões sobre o mundo e sobre as coisas. Compartilho, neste espaço, um pouco do que tenho ouvido. Aperte o play e curta!



Na Paz e Na Pressão
Pouca Vogal
Composição: Duca Leindecker

Um pássaro na mão, um pássaro no ar
Um pássaro que vem
Um pássaro que vai voltar pro seu lugar

E pelo mar do sul
Azul imensidão bem longe daqui
Livre de toda pressão da minha mão

Na paz do vôo só, na paz da imensidão
A luz quase se vai e eu vou com ele viajar
No vento me deixar levar

Eu vou acima de qualquer radar
Eu vou aonde ninguém mais possa me achar
Eu vou abaixo de qualquer radar
Eu vou aonde ninguém mais possa me achar

O tempo já passou é hora de voltar
Sobre a imensidão um pássaro vai me levar
Vai me deixar

Na paz do vôo só, na paz da imensidão
A luz que já se vai, eu vou com ele viajar
No vento me deixar levar, eu vou

sábado, 7 de agosto de 2010

Bom som, boa música, boa poesia



As Noites
Skank
Composição: Samuel Rosa - Chico Amaral

As ruas desse lugar
Conhecem bem
As noites longas, as noites pálidas
Quando eu te procurava

As casas desse lugar
Se lembrarão
Do nosso abraço, da sombra insólita
Espelho azul no chão

As ruas desse lugar
Agora eu sei
Sempre escutaram a nossa música
Quando eu te respirava

As pedras municipais
Se impregnaram
Da dupla imagem, da dupla solidão
A sombra ali no chão

E lá no céu constelações
Num arranjo inusitado
O seu nome desenhado
Pelo menos tinha essa ilusão

E lá no céu os astros
Num arranjo surpreendente
Se buscavam como a gente
Pelo menos tinha essa ilusão

São milhares de estrelas
Singulares letras vivas no céu

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Tempo

Depois de algum tempo, tudo já não é o mesmo:
os homens já não são iguais: matam-se, destroem-se mutuamente.
Depois de algum tempo, os tempos não são mais os mesmos.
O que era já não é mais; o que é, já não o será.
Com o tempo, o amor pode esfriar e chegar a desfalecer.
A paixão pode deixar de existir ou não arder mais como no começo.
Depois de algum tempo, o tempo não dá tempo a quem perdeu tempo iludido com alguma circunstância da vida.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sou atriz pornô, e daí?

Por Contardo Calligaris


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É uma ideia antiga: uma mulher, se ousa desejar, só pode ser "a puta", com a qual tudo é permitido


RESISTI A pedidos e pressões para que comentasse o caso do goleiro Bruno. Não gosto de especular sobre investigações inacabadas ou acusações ainda não julgadas.

No entanto, especialmente nos crimes midiáticos, sempre há fatos e atos que merecem comentário e que não dependem da culpa ou da inocência de suspeitos ou acusados.

Por exemplo, durante a investigação sobre a morte de Isabella Nardoni, o fato mais interessante era a agitação da turba: diante da delegacia de polícia, os linchadores pulavam e gritavam indignados só quando aparecia, nas câmeras de TV, a luz vermelha da gravação.

Há turbas parecidas no caso do goleiro Bruno. E, além das turbas, também alguns delegados de polícia parecem se agitar especialmente quando as câmeras estão ligadas, o que, provavelmente, não contribui ao progresso das investigações.

Mas o que me tocou, nestes dias, foi outra coisa. Segundo o advogado Ércio Quaresma Firpe, que defende o goleiro Bruno, a polícia estaria investigando um crime inexistente, pois Eliza Samudio estaria viva e se manteria em silêncio e escondida pelo prazer de ver o Bruno acusado e preso. Para perpetrar essa vingança, aliás, Eliza não hesitaria em abandonar o próprio filho de cinco meses.

É uma linha de defesa que faz sentido, visto que, até aqui, o corpo de Eliza não apareceu. Mas o advogado Firpe, para melhor transformar a vítima presumida em acusada, tentou apontar supostas falhas no caráter de Eliza soltando uma pérola: "Essa moça", ele disse, "é atriz pornô".

Posso imaginar a expressão que acompanhou essa declaração: o tom maroto que procura a cumplicidade de quem escuta, uma levantadinha de sobrancelhas para que a alusão confira um valor especialmente escuso à letra do que é dito.

Estou romanceando? Acho que não. De mesa de restaurante em balcão de bar, já faz semanas que ouço comentários parecidos, de homens e mulheres, mas sobretudo de homens: Eliza Samudio era "uma maria chuteira", uma mulher fácil.

Será que essas "características" de Eliza absolvem seus eventuais assassinos? Claro que não, protestariam imediatamente os autores desses comentários. Mas o fato é que suas palavras deixam pairar no ar a ideia de que, de alguma forma, a vítima (se é que é vítima mesmo, acrescentaria o advogado Firpe) fez por merecer.
Pense nos inúmeros comentários sobre o caso de Geisy Arruda, aluna da Uniban: tudo bem, os colegas queriam estuprá-la, isso não se faz, mas, também, como é que ela vai para a faculdade com aquele vestidinho curto e tal?

No processo contra um estuprador, por exemplo, é usual que a defesa remexa na vida sexual da vítima tentando provar sua facilidade e sua promiscuidade, como se isso diminuísse a responsabilidade do estuprador. Isso acontece até quando a vítima é menor: estuprou uma menina de 12 anos? Cadeia nele; mas, se a menina se prostituía nas ruas da cidade, é diferente, não é?

Diante de um júri popular, essas considerações funcionam, de fato, como circunstâncias atenuantes: talvez estuprar "uma puta" não seja bem estupro.

Em suma, quando a vítima é uma mulher e seu algoz é um homem, é muito frequente (e bem-vindo pela defesa) que surja a dúvida: será que o assassino ou o estuprador não foi "provocado" pela sua vítima?
Atrás dessa dúvida recorrente há uma ideia antiga: o desejo feminino, quando ele ousa se mostrar, merece punição. Para muitos homens, o corpo feminino é o da mãe, que deve permanecer puro, ou, então, o da puta, ao qual nenhum respeito é devido: uma mulher, se ela deseja, só pode ser a puta com a qual tudo é permitido (estuprá-la, estropiá-la).

Além disso, se as mulheres tiverem desejo sexual próprio, elas terão expectativas quanto à performance dos homens; só o que faltava, não é? Também, se as mulheres tiverem desejo próprio, por que não desejariam outros homens melhores do que nós?

Seja como for, para protestar contra a observação brejeira do advogado Firpe, mandei fazer uma camiseta com a escrita que está no título desta coluna. Mas o ideal seria que ela fosse adotada pelas mulheres. Podem mandar fazer, sem problema; o advogado Firpe não tem "copyright" da frase.