sábado, 29 de janeiro de 2011

Coração Louco

Ontem à noite, enquanto aguardava o sono, vi Coração Louco, o filme que rendeu o Oscar de melhor ator a Jeff Bridges em 2009. Coração Louco é desses filmes que nos emocionam e nos marcam.
 
O filme retrata um romance entre um cantor e compositor de música country, Bad Blake (Jeff Bridges) e uma jornalista iniciante, Jean Craddock (Maggie Gyllenhaal). Os dois se conhecem depois que a jornalista consegue, por intermédio de seu tio, que, em certa ocasião, toca com Bad, uma entrevista com este músico.

O prêmio de melhor ator dado a Jeff Bridges foi justo, a meu ver. O ator encarna um personagem relaxado, alcoólatra, despreocupado, além de bastante original. Gostei muito de sua atuação. E prefiro o filme legendado. Acho que dublado perde bastante qualidade.

Para os que curtem bons filmes, fica a sugestão: Coração Louco (2009).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Faixas e Semáforos


Há alguns dias foram instalados dois semáforos na Rua Leblon; um em frente ao posto de gasolina Romeu Delilo; outro logo depois do Supermercado Leblon. No início, os sinais só estavam como alerta – as faixas de travessia ainda não haviam sido pintadas. A partir de hoje, 27, passarão a funcionar “pra” valer.
Sou condutor de motocicleta (ou motoqueiro, como queiram), e considero importantíssima a providência que tomou o Detran-AC. Depois de inúmeros acidentes, já estava na hora de pôr ordem à bagunça que diariamente ocorria naquele cruzamento da Rua Leblon com a Minas Gerais, de esquina com o posto do Romeu e à frente da escola Heloísa Mourão Marques. A ação deve ser elogiada. Parabéns, Detran-AC!

Segundo informações e esclarecimentos que li no sítio do Departamento de Trânsito do Acre, entre outros, os bairros João Eduardo I e II devem ser beneficiados com construções de faixas e, provavelmente, instalação de semáforos.

Fico feliz pela iniciativa. É um bairro que conheço bem e que necessita, urgentemente, de sinalização mais rigorosa. O trânsito lá, tanto de pessoas quanto de veículos e motocicletas, é horrível. Se o que li no sítio se cumprir, voltarei a este blogue para elogiar aquele Departamento.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tenho um plano (de saúde)

Sempre defendi a ideia de que um dos motivos por que trabalho é para ter condições de pagar um plano de saúde. É que, até hoje, a saúde pública nunca foi gentil comigo. Todas as vezes que precisei dela recebi um “não”; sempre que lhe pedi ajuda, ela me deu as costas. Não confio na Saúde Pública.

Hoje à tarde, fui à UNIMED e assinei contrato de adesão a um plano de saúde (intermediado pela empresa onde trabalho – SENAC – eu mesmo não teria condições de bancá-lo, confesso). Aliás, desconfio que as classes média e média-alta paguem plano de saúde mais pelas más condições do sistema de saúde pública do que por nadarem em dinheiro. 

Espero, a partir de hoje, ser tratado com alguma dignidade e com o mínimo de respeito. Os responsáveis pela saúde neste estado violam os meus direitos e me tratam, a mim e a todos que daquela dependem, como bichos.

Necessito de um exame específico há mais de ano, mas não tenho coragem de pedir favores aos “donos” da Saúde no Acre. Tião Viana andou visitando alguns hospitais de Rio Branco; puxou orelha de gente da administração, fiquei sabendo. Depois disso, o Hidalgo, unidade de saúde localizada no Palheiral, perto de onde moro, está funcionando com alguma decência, parece-me. Falo, neste ponto, do que me contaram. Espero que o que me contaram seja verdade.

Sinceramente, se algum dia formos tratados com pelo menos um pouco de humanidade, prometo que voltarei a ter coragem de tentar novamente uma consulta pública em Rio Branco; prometo que elogiarei os responsáveis pela melhora; prometo que serei menos cético, menos pessimista. Prometo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Coisas que me deixam muito irritado

Não há nada que me deixe mais puto nesta vida do que mentira e hipocrisia exageradas. É claro que, em alguma medida, mentirosos e hipócritas todos nós somos. Dependendo da medida, dá para relevar. Agora, quando ultrapassamos os limites, ficamos insuportáveis, nojentos.
Eu não sei você, leitor meu, mas eu tenho vontade de dizer um monte de coisas para certas pessoas (e acho que vou dizer, mas na hora certa).
Hipocrisia exagerada, penso eu, é falta de coragem, é sinônimo de covardia. Significa que quem alimenta isso não tem coragem de dizer o que pensa e o que tem que ser dito; e não diz por que, geralmente, tem medo de perder alguma coisa – o emprego, por exemplo. Lógico que não vamos sair por aí dizendo tudo o que pensamos sobre todo mundo que conhecemos – corremos o risco de deixar muita gente irritada.
No entanto, em certos casos, penso que vale a pena dizer o que precisa ser dito (ainda que isso nos custe o emprego), por que, se não dissermos, meus amigos, seremos cúmplices da construção de alguns seres humanos repugnáveis, nojentos, insuportáveis, esclerosos.
A bem da verdade, caros leitores, nesta vida, algumas pessoas estão eternamente condenadas a ouvir (e somente ouvir); enquanto outras estão autorizadas a falar (e falar tudo o que quiserem).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

aLgUmA pOeSiA


Oculto

Há forte inquietação no meu peito.
Ansiedade é um dos meus defeitos mais latentes.
Se eu pudesse, decidiria meu destino antes que ele mesmo decida.
Lá fora, leve impressão de silêncio, de morte.
Aqui, aqui dentro mim, no meu coração, solidão devastadora.
Mas quem é que sabe da minha existência?
Ninguém.
Será que alguém, algum dia, saberá qualquer coisa que seja sobre este ser quase oculto?
Ninguém...
Ninguém sabe nem saberá.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O segundo depois do silêncio


É este o título do novo cd dos Los Porongas. Ontem, estive no lançamento, no Teatrão. Acompanho as músicas da banda desde o primeiro cd, lançado em 2007. Acho que Los Porongas criou um estilo diferenciado de fazer música e que Diogo Soares promete enquanto poeta-compositor. Portanto faço uma fezinha para que deem certo.

O espetáculo foi bom; teria sido melhor, não fosse a inconveniência de ter ficado com um quilo de alimento nas mãos até que todos que tinham ingresso entrassem e ocupassem todas as cadeiras fofinhas, sobrando-nos, a todos que não trocamos o quilo de alimento antes (a troca foi na Nobel, parece-me), as cadeiras de plástico lá do fundão.

O evento não foi devidamente divulgado. A informação sobre a troca do quilo de alimento pelos ingressos não chegou até mim; não chegou até um monte de gente mais, que, como eu, levou o alimento para o Teatrão. A Organização do evento até deve ter informado, ou não haveria gente com ingresso lá. Talvez tenha saído em uma ou outra propaganda.

De qualquer modo, está tudo bem agora, não estou mais chateado. Gostei do show.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pensamentos soltos

Quando se está tentando, pelejando para aprender a viver, a vida se torna melindrosa, frágil;
É necessário muito cuidado para não quebrá-la.
Nessas horas, a decepção pode ferir mais que o próprio erro ou mesmo a derrota.
Portanto, a vontade de acertar tem de supor o erro. Ele é, às vezes, inevitável.

Sem poesia, sem nada

A qualquer hora do dia
Sentimos falta de poesia
Alimenta, mata a fome (e até engorda)
Como o pão de cada dia.

Sem poesia, nosso dia é sem sentido
Sem riso, sem pranto, sem encanto.

Sem aqueles versos que nos fazem chorar,
Sem aquelas palavras que nos causam
bem-estar interior (desconfio que felicidade tenha a ver com isso), nossa vida fica insossa, sem sabor.

Sem a poesia da vida, leitor meu, ficamos doentes, sem sangue (corremos o risco de morrer).

Sem poesia, sem vida, sem versos, sem sentido;

Duro,

Magro,

Seco,

Morto.