quinta-feira, 31 de maio de 2012

Professora é suspeita de sexo com aluno de 17

Uma professora de 35 anos é suspeita de ter mantido um relacionamento de um mês com um estudante em uma escola no Brooklyn, em Nova York.

Erin Sayar, professora de inglês, teria feito sexo com um aluno pelo menos oito vezes em dezembro passado, quando supostamente deveria estar tomando conta dele.

Os encontros ocorriam no carro dela e na própria escola.

Ela também teria fornecido maconha ao garoto, segundo documentos judiciais citados pela imprensa americana.

O garoto deixou mensagens apaixonadas para ela no Facebook, segundo a investigação.

O caso só acabou porque a namorada do garoto, com ciúmes, entrou no Facebook dele e descobriu mensagens privadas "quentes".

A garota então denunciou o caso às autoridades escolares, que avisaram a mãe do garoto.

O menino, de 17 anos, inicialmente negou o caso, mas depois, em março, confessou tudo.

Ele chegou a descrever tatuagens em partes íntimas do corpo da professora.

Os investigadores acharam 3.856 mensagens de texto trocadas pelos dois em um período de 17 dias.

O Departamento de Educação disse que há uma investigação e que a professora foi afastada.

Erin, que é casada e tem uma filha bebê, trabalha nas escolas da cidade há 12 anos.

A escola em que ocorreu o caso é a mesma em que, em 2009, duas professoras foram flagradas fazendo sexo na sala de aula.


Fonte: globo.com

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Resultado de muito trabalho na sala de aula


As conchas (1)

Perto de onde moro, tem um homem apaixonado por conchas. Eu o conheço e sei o tamanho de sua paixão. Sua casa está cheia delas. Por toda parte há uma ou mais de uma. Ele já recebeu até um troféu por ser o maior colecionar de conchas. Possui de todos os tamanhos.

Ele até mandou fazer uma concha de ouro puro enorme para ele mesmo. Eu costumo frequentar a casa dele, e sei o quanto ele não consegue viver sem aqueles tipos de talheres que servem para segurar o caldo enquanto nos servimos.




As conchas (2) 

Quando eu era menor, minha família costumava viajar muito. Na maioria das vezes, a gente viajava para lugares próximos a praias, mares, montanhas e cachoeiras. Eu achava tudo muito legal.

Quando íamos para lugares assim, a gente sempre ficava nadando, e íamos para debaixo das cachoeiras. Também gostava muito de ir para as montanhas, saía catando várias pedrinhas de vários formatos, eu achava todas elas muito engraçadas. Mas eu gostava mesmo era de ir para os mares.

Nas praias, pegava um bocado de conchas, fazia coleção. Tinha várias, e de todos os tamanhos. Não costumava construir castelinhos de areia, eu construía era de conchas. Adorava os sons que saíam delas.

Todos abusavam do mar, do sol, mas eu queria as conchas, elas eram exclusividade, pertenciam a alguém com o nome diferente de mar ou areia, eram minhas propriedades. Eu observava tudo, de dentro para fora, de fora para dentro. Elas eram minha paixão, e até hoje eu não me esqueci do som delas.



Júlia Carvalho - aluna do 9º ano "A" da escola Padre Carlos Casavecchia


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Esses dois textos são parte de um trabalho que está sendo desenvolvido na escola estadual Padre Carlos Casavecchia, na qual sou professor de Língua Portuguesa. O trabalho é basicamente escrever e reescrever o mesmo texto várias e quantas vezes for preciso, até que se atinja um mínimo de qualidade. Essa é uma versão final, revisada e editada. 

Parabéns, Júlia Carvalho!, tu és pedra preciosa que está sendo lapidada, bem como teus textos. 


domingo, 27 de maio de 2012

Uma escuridão só!



Hoje cedinho meu sono já havia sido incomodado, porque sem ventilador não consigo dormir, e o meu desligou sem a minha autorização – a Eletroacre o desligou. Fui obrigado a levantar mais cedo. Tomei um banho e fui ao supermercado. Não gosto muito de fazer compras, mas faço (do contrário estou sujeito a morrer de fome). Como era quase de se esperar, chegando ao Araújo da Estrada da Floresta, inaugurado há poucos meses, constato que, desde cedo, o supermercado inteiro estava sustentado por um gerador particular, o que considerei uma luz no fim do túnel. 

Estou com uma fatura de cartão de crédito para ser paga. Portanto, ao passo que enchia o carrinho no Araújo, fui até o balcão tentar imprimir a dita fatura, para em seguida pagá-la por ali mesmo, num terminal do BB, no Posto Ipiranga, logo ao lado do supermercado (com muita fé [mas sem nenhuma garantia] de que não passaria a mesma raiva de ontem).

No balcão do supermercado, uma moça bem simpática me atende. Peço minha fatura; ela pede meu CPF, que informo. Em frente ao computador, dá alguns cliques e pressiona algumas teclas. Subitamente, “boomm!!”, um apagão de mais ou menos meia hora. Disseram que uma velhinha ficou presa no elevador (s
aí de lá sem saber se isso foi verdade)Bom, o gerador deve ter tido algum problema, convenci-me. A moça me pede para voltar dali a alguns minutos, e lhe obedeço. Faço algumas compras mais e, assim que a energia retorna, volto ao balcão em busca da infeliz da fatura – solicito-a novamente. A atendente está digitando e... “boomm!!”, tudo no escuro de novo. Isso foi suficiente para que eu desistisse daquela desgraçada – gente, ainda falo da fatura, por favor. Volto na semana, disse eu àquela moça. Terminei de fazer minhas compras e vim embora.

Irritantemente, essa desagradável situação tem se tornado corriqueira em Rio Branco e em outros municípios do Acre. Sabe-se que nossa energia depende de outras fontes, o que é um problema grave, problema esse que chora por uma solução imediata. Nossos governantes ainda não receberam (e não faço ideia de quando isso vai acontecer) uma LUZ para resolvê-lo, e não tratam essa questão com o mínimo de seriedade com que deveriam. Ao contrário disso, usam os veículos de comunicação para se digladiarem pela Prefeitura de Rio Branco. Se preciso for, matam-se pelo poder.

Enquanto isso, nós, acrianos, que pagamos uma das energias mais caras do Brasil (aliás, quase tudo aqui é mais caro que no restante do Brasil!), precisamos de uma bengala, para que, só assim, babatando, tateando, não caiamos num buraco cada vez mais escuro e profundo. 

sábado, 26 de maio de 2012

É muita falta de bom senso!

Hoje é dia de pagamento de servidores da Educação. Como de praxe, acordo depois das nove e vou ao caixa eletrônico mais perto de casa. Chegando lá, sempre encontro uma grande fila enrolada dentro de um cubículo de mais ou menos 2x3. De cara, já fico chateado por pegar fila, o que acho normal (não me lembro de já ter ouvido alguém dizer que adora filas), e consigo relevar na boa, até pelo fato disso acontecer com todo mundo (vale lembrar que nem todos conseguem relevar).

Passados alguns minutos, entra uma senhora, que não aparentava ter mais que 50 anos de descaramento, e fura a fila. Eu, escorado, permaneço na minha, calado. Em seguida, outra mais nova ainda, de uns 35, que tentou sacar no caixa ao lado e não teve êxito, fura também. (Informo ao leitor que, dos dois caixas disponíveis, só um estava permitindo o saque; o outro, disseram que só fazia pagamentos e permitia a visualização de saldos). Lá pelas tantas, a última que furou ainda teve a cara de pau de me perguntar se desejava passar à frente dela. Com um sorriso falso, respondi que não.

Finalmente, a senhora que primeiro havia furado a fila, a de menos de cinquenta anos, chega à vez no caixa. Retira um contracheque, saca uma quantia e em seguida volta a tentar outra quantia, mas a máquina se recusa a ler seu cartão. Ela tenta uma, duas, três vezes, e a máquina diz “não”. Pior ainda, toda vez que a máquina dizia “não”, ao invés de esperar e inserir o cartão de novo (a máquina estava esperando que a mulher fizesse isso por pelo menos três vezes antes de cancelar automaticamente a operação), a senhora cancelava a operação e começava tudo do zero. Aquilo já estava me irritando.

Primeiro pego uma fila enorme; depois, uma senhora fura; depois outra. A que primeiro fura passa quase dez minutos no caixa, o que me fez pensar no tempo que a segunda furona poderia demorar, para enfim chegar a minha vez. Naquele instante, eu achei que já tinha motivos suficientes para dizer alguma coisa, mas não disse.

Depois de tanto esperar, acreditem, chegou a minha vez. Meti o cartão, retirei, dei alguns toques na tela, meti de novo, e pronto, o caixa estava contando as cédulas para me entregar. Peguei o dinheiro e fui para o caixa ao lado, aquele que disseram que só fazia pagamentos. Fiquei atrás de uma moça, que retirou um extrato e fez questão de me ignorar, ficando parada por uns quinze segundos na frente do caixa (fazendo o quê?), lendo o extrato. Aí eu tive que dizer alguma coisa:

– Moça, ainda vai usar o caixa? Foi o suficiente para que ela se tocasse.

Insiro o cartão e tenho uma surpresa: o caixa não fazia pagamentos e suas teclas estavam até travadas (juro que não sei como aquela mulher conseguiu retirar extrato naquela máquina). Puxei meu cartão e saí dali. Mas não saí de qualquer jeito, saí dali muito puto.

É que não compreendo a falta de bom senso de algumas pessoas. Porra!, além de furar a fila ainda passa uma vida só para sacar o dinheiro, cara!! Usa o caixa e fica parada lendo o extrato?! Só falta levarem um livro para a frente do caixa. Juro que dá vontade de sacanear esse tipo de gente. Pessoas despercebidas, desatentas, que não se dão conta de que, ao contrário delas, os outros têm mais o que fazer, além de ficar lendo extratos ou dormindo na frente de caixa eletrônico.

O que ocorre, a meu ver, é que, na maior parte dos casos, falta bom senso, sim, mas falta mesmo é conhecimento às pessoas, para que tenham mínimas condições de operar uma simples transação de saque num caixa eletrônico. Já que não possuem este, deveriam, pelo menos, exercitar aquele. Mas isso seria querer demais.

Minha sugestão é que todos os bancos espalhem em seus terminais, por algum tempo, funcionários que deem à população pequenos treinamentos, informando, por exemplo, como sacar dinheiro, retirar extratos, visualizar e pagar faturas de cartão de crédito, fazer pagamentos de contas, transferências online, cadastrar senhas para usar o banco pela internet, etc., visando maior agilidade e rapidez nos caixas. Mas isso, queridos leitores (essa utopia, sustentada por este pobre utópico), também seria pedir demais. Acho que devo mesmo é agradecer por ter encontrado um caixa funcionando...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Relaxa, o mundo não vai mais acabar este ano

Desde ontem estou mais tranquilo. O motivo? O mundo não vai mais acabar este ano, como profetizou o filme 2012. É sério, gente. A notícia está em todos os jornais do mundo.

O portal de notícias da Globo publicou: “Uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (10) a descoberta do calendário maia mais antigo documentado até o momento. A descoberta desmonta a teoria nada científica dos que preveem o fim do mundo em 2012, com base no calendário maia.”

Ciclos da Lua e, possivelmente, de planetas, feitos pelos maias

A coisa é mais ou menos assim: esse calendário, agora considerado antigo, possui apenas 13 ciclos lunáticos, que poderiam também ser ciclos planetários, explicam os cientistas; o novo, que descobriram há pouco, teria 17 ciclos. Significa? Diz o pesquisador David Stuart, da Universidade do Texas-Austin, que isso significa a existência de outros milhares de anos de ciclos do calendário maia pela frente, que indica, por sua vez, milhares e milhares de anos de existência futura do planeta Terra.

Ah!, agora sim, estou bem mais tranquilo. Já estava arrumando minhas coisas para partir este fim de ano. Agora que toda a angústia já passou, vou fazer uma revelação aqui: não sei você, mas eu, particularmente, estive traçando, durante todos estes dias que antecedem o fim, uma forma de só partir depois dos fogos da meia-noite do ano novo (e se já tivesse provado do creme de cupuaçu e do pudim da ceia). Isso porque, de acordo com o agora ultrapassado calendário dos maias, o fim estaria marcado para o dia 21 de dezembro deste ano, ou seja, o mundo acabaria antes da virada de ano. 

Confesso que estes últimos dias para mim foram bastante deprimentes – já estávamos entrando em junho e nada... Descoberto que vamos viver mais, juro estar mais aliviado. Ufa!!, essa foi por pouco, hein!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Leitura, reflexão e análise em sala de aula

Ler é descobrir o outro. Ler é descobrir-se a si mesmo. É saber o que não se sabe. É evocar a dúvida sobre o que já se sabe ou acha que se sabe. Ler é dialogar com quem escreveu o que lemos. Ler é transformar-se. Minhas palavras praticamente parafraseiam o que escreveu Gustavo Bernardo em Redação Inquieta (um grande presente que recebi de uma pessoa muito especial).

Em seu livro, o autor gravou as seguintes palavras: “Ler é metonímia da vontade de entender o mundo”. Segundo ele, isso se justifica porque neste ato, o ato de ler, “o sujeito se informa, se identifica, se transfere, e principalmente se anima.” Portanto, aqui entendemos que ler leva indiscutivelmente a viver melhor, e em alguns casos, a escrever melhor, ensina-nos esse autor.

Atualmente leciono Língua Portuguesa na escola estadual Pe. Carlos Casavecchia, na Vila Ivonete. Sob essa perspectiva de que ao ler o leitor se descobre enquanto ser humano, enquanto cidadão, enquanto agente do meio social em que vive é que, durante as aulas, meus alunos lêem, pensam e analisam o que leram.

Nesta semana, estamos estudando aspectos próprios da crônica, observando alguns elementos comuns a este gênero textual. Portanto, depois da leitura e debate de crônicas de variados autores e épocas, meus alunos tiveram de analisar e registrar por escrito aspectos próprios da crônica. Isso é parte das Olimpíadas de Língua Portuguesa, é apenas uma das oficinas dessa competição, inserida no plano de curso da disciplina de Língua Portuguesa em nossa escola. Ao fim das oficinas todas, com base no tema “o lugar onde vivo”, haverá a produção de uma crônica.

Alguns alunos escolheram livros na biblioteca da escola e já compartilharam alguns textos com os colegas de sala. A ideia é essa mesmo, que tenham contato com o máximo de textos desse gênero e consigam perceber o assunto, o tom narrativo da crônica (se lírico, poético, irônico, cômico, etc.), descubram sobre a vida do autor, a época em que foi escrita a crônica, para depois compartilharmos.

Missarah, com o livro Imaginário Cotidiano, de Moacyr Scliar

A aluna Juliana lendo uma crônica para a turma

O aluno Gustavo com um livro que ele acredita ser de crônicas

Júnior, com um livro do Rubem Braga

Adriana, com um livro de crônicas também do Rubem Braga

Ao fundo, o Francisco querendo dormir

Missarah (à esquerda) e Iara (à direita), de óculos

Alunos queridos, creio que estamos caminhando juntos para a mudança de nossas concepções, de nossas ideias e ideais e de nossas práticas, ao mesmo tempo em que nos afirmamos enquanto agentes sociais do nosso meio. A leitura, a reflexão concentrada e a análise do que estamos lendo em sala de aula são o empurrão para essa mudança.

Estou com vocês e não abro. Um grande abraço a todos!