terça-feira, 30 de outubro de 2012

Drummond, na voz de Paulo José

Se Carlos Drummond de Andrade, meu poeta preferido, estivesse vivo, hoje completaria nada mais nada menos que 110 primaveras. Por esse motivo, dedico, aos amantes da poesia, "Amar", na voz de um dos maiores atores brasileiros, Paulo José. Clique e se emocione!



Carlos Drummond de Andrade (31/10/1902 - 17/08/1987)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Agora eles acertaram!!

Em "atendimento às" o acento indicador da crase está devidamente empregado
Para não ficar parecendo perseguição de caçador de erros, resolvi postar uma imagem (também extraída do agazeta.net) em que há o adequado emprego do acento indicador da crase. Dessa vez eles acertaram. Os acertos também devem ser mostrados.

Prezar pela qualidade sempre nos custa algo, mas vale a pena. Espero que um dia os jornais acrianos entendam essa premissa básica da vida.

domingo, 14 de outubro de 2012

É normal encontrar erros primários em jornais acrianos

Não sou caçador de erros.  Mas, dependendo de quem os comete, não dá para admiti-los, por exemplo, o que vemos na imagem abaixo, copiada do portal agazeta.net.

Lá está escrito: "De servidor da casa à parlamentar..."

O deslize é do mesmo tipo do que cometeu o redator da postagem anterior, quando escreveu “Debate reúne os principais candidatos à prefeito do Rio”. Esse tipo de ‘problema’, até o meu programa de texto, o Word, é capaz de detectar (não sei qual programa esses caras usam); os redatores, no entanto, não conseguem (ou não sabem mesmo) perceber.

Quando disse que o deslize de ambos os redatores é do mesmo tipo, é porque os dois vacilaram num mesmo ponto: presumiram haver ocorrência de crase (em se tratando de linguagem, fusão entre um a preposição e outro a artigo), que seria marcada pelo sinal gráfico grave (à), onde não havia. Em outras palavras, acharam cifre em cabeça de cavalo. Na verdade, como disse na postagem anterior, suponho que no primeiro caso tenha havido apenas um deslize de digitação.

Uma imprensa descompromissada com padrões vigentes de escrita. Clique e amplie

E quando disse que “dependendo de quem os comete”, eles, os erros, são inadmissíveis, referia-me ao fato de a imagem acima ter sido veiculada em um jornal (ainda que online), órgão da imprensa que busca (suponho eu) credibilidade, audiência, confiabilidade, etc., e não no facebook, ou num blogue sem muito compromisso ou em um lugar qualquer. Enxergo nessas diferenças motivos suficientes para que se escreva minimamente de acordo com os padrões de escrita vigentes no Brasil.

Em outro ambiente, deslizes de ordem ortográfica como os que vimos poderiam até passar despercebidos, mas em jornais se tornam inadmissíveis, sobretudo por serem tão primários, tão infantis, nos quais a imprensa acriana costuma incorrer.

Diferentemente do caso da postagem anterior, o caso da imagem não foi só um deslize de digitação, foi um erro de ortografia mesmo. E, nesse caso, não suponho, tenho certeza. Isso porque, quando se trata de imprensa acriana, esse tipo de erro se tornou normal. O estranho é não encontrar deslizes dessa natureza. E ainda se vangloriam por ocuparem o 1º lugar em audiência...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Apenas um deslize de digitação, suponho

Lendo sobre eleições pelo Brasil, encontro no G1 a seguinte chamada:

Debate reúne os cinco principais candidatos à prefeito do Rio

É evidente (pelo menos para alguns escreventes) que a vogal “a” que antecede a palavra prefeito é uma preposição, e que por esse motivo não deveria estar acentuada com o sinal grave, como se marcasse a fusão da vogal “a” com o artigo feminino “a”, denominada crase. É que prefeito é palavra “masculina”, fato que dispensa a presença do artigo. Portanto, a sentença deveria estar assim escrita:

Debate reúne os cinco principais candidatos a prefeito do Rio

Supondo que tenha havido apenas um deslize de digitação, suponho que o digitador quis escrever isto:

Debate reúne os cinco principais candidatos à prefeitura do Rio

Neste caso, sim, seria adequado o emprego do acento indicador da crase. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A indiferença de Marina Silva

Quem vive no Acre não ouve da boca de Marina Silva um posicionamento político. Se a educação está ou não está bem, se a desigualdade social permanece, o cristianismo de Marina Silva é indiferente.

Marina, acriana, não fala dos problemas de sua terra, é como se o Acre não existisse politicamente.

No jornal "O Globo", sua imagem partidariza-se com o P-SoL e com o PV. Para vereador, ela vota em Jefferson Moura, do P-SoL; e, para vereadora, ela escolhe Sonia Rabello, do PV.

"Reeleger Sonia Rabello é apoiar uma política ambiental e social sustentável para a sociedade do Rio", está escrito no jornal.

E para a sociedade do Acre, Marina?

Ela ignora, porque agora seu seringal é banhado pelas águas de Copacabana.

Para quem participou das Olimpíadas de Londres, Marina deve ter arremessado o Acre para bem longe.

Extraído do blogue do professor Aldo Nascimento

Jornais de Rio Branco

Havia muitos dias que não acessava o jornal Ecos da Notícia. Hoje, ao acessar, deparo-me com o seguinte enunciado de uma enquete:

"Tramita no Congresso Nacional, a discussão em torno da redução da maioridade penal brasileira; de acordo com a sua opinião, ela deveria ser de:"

Pelo amor de Deus!, quem foi que escreveu isso? Não me digam que foi o cara que edita o sítio, por favor! Não entendi o porquê de uma vírgula depois da palavra "Nacional". Também não concebi a ideia de ponto-e-vírgula depois de "brasileira". 

Vou levar alguns dos textos do Ecos da Notícia para meus alunos revisarem durante as aulas de pontuação. Acho que eles vão gostar.