quinta-feira, 19 de março de 2015

CANÇÃO DO EXÍLIO

Minha terra tem palmeiras
Mas não canta o sabiá
Não há mais flores nas várzeas
Só miséria e muita fome
E o povo a mendigar

O céu continua lindo
Com estrelas a brilhar
A lua branca clareia
Formosa, lá nas alturas,
Ninguém a pode alcançar

Corrupção e poder
Se uniram, são uma só.
Saqueiam os cofres públicos
Deixam o país na pior
O pequeno passa fome para engordar o maior

O Brasil é hoje visto
Como o país da impunidade
As aves que aqui gorjeiam
São urubus, carcarás,
E os corvos espreitam de longe
Para seu quinhão agarrarem


Texto produzido pela aluna do curso de Teologia da FADISI, Maria Conceição M. Araújo, a partir de uma aula sobre as famosas canções do exílio de Gonçalves Dias e de Murilo Mendes

Um comentário:

Maria Silva disse...

Muito lindo, amei!!!